Como diferenciar o que é medo e o que é fobia nos pets?

Tempo de leitura: 4 min

Escrito por mateus
em novembro 28, 2023

O medo é uma emoção completamente natural em qualquer cão. Contudo, quando esse sentimento se transforma em uma fobia, a qualidade de vida do seu bichinho está correndo risco

Seu animalzinho é muito medroso? Ele se assusta facilmente em qualquer situação? Saiba que diferenciar o medo da fobia é essencial para garantir que diferentes raças de cães recebam o suporte adequado. Por isso, entender as características distintas dessas respostas ajudará a abordar as necessidades emocionais dos pets de maneira mais eficaz, proporcionando-lhes um ambiente seguro e saudável.

Uma vez que cada pet é único, o tratamento deve ser adaptado às necessidades individuais do seu amiguinho. De fato, muita observação e a pronta busca por ajuda profissional são cruciais para garantir o bem-estar emocional de nossos animais de estimação. Veja como entender se o seu peludinho tem medo ou fobia. 

Entre o medo e a fobia: descobrindo as distinções nas emoções dos pets

O medo e a fobia são respostas emocionais normais, mas suas características distintas podem ter impactos significativos na qualidade de vida dos animais de estimação. O medo é uma reação natural a estímulos percebidos como ameaçadores, adaptativos e de curto prazo. Em contraste, a fobia é marcada pela intensidade extrema, persistência e irracionalidade do medo, muitas vezes, desencadeada por estímulos que não representam uma ameaça real.

As características do medo, embora observado em muitos animais, é uma resposta adaptativa que diminui assim que a fonte dele desaparece. Por exemplo, um pet pode demonstrar medo temporário de fogos de artifício durante uma tempestade. Essa reação inclui sinais observáveis, como recuo, esconderijo temporário e reações fisiológicas leves.

Uma fobia, por outro lado, envolve reações desproporcionais e prolongadas a estímulos específicos. Se um cão, após um único episódio de trovoadas, apresenta tremores persistentes, tentativas desesperadas de fuga e sintomas físicos intensos, isso sugere uma fobia. A irracionalidade do medo é evidenciada pela ausência de uma ameaça real.

No entanto, se não tratado adequadamente, o medo tem o potencial de se transformar em fobia. É fundamental que o cão se sinta seguro em seu ambiente para lidar com situações estressantes. A incapacidade de enfrentar essas emoções a cada momento pode agravar a reação dele nas próximas vezes.

Fatores que desencadeiam esses sentimentos

É fundamental estar atento aos sinais de medo e fobia em animais de estimação, pois, embora semelhantes, esses indicadores demandam atenção. Um simples susto já pode ser um sinal de medo, e uma variedade de comportamentos pode indicar desconforto emocional, como: 

  • tremores;
  • taquicardia;
  • excesso de movimentação;
  • comportamento de esconder-se;
  • latir excessivamente;
  • agressão dirigida a pessoas ou a outros animais. 

Durante momentos de medo, essas reações são fortes indícios de que a intervenção é necessária. Por esse motivo, nunca ignore tais sinais, pois pode resultar em complicações emocionais mais profundas. Dessa forma, é extremamente importante agir prontamente para garantir o bem-estar e a saúde mental dos animais de estimação.

As situações comuns que desencadeiam medo nos cães incluem tempestades, fogos de artifício, aspirador de pó, visitas ao veterinário ou pessoas desconhecidas. Em contraste, fobias podem surgir em resposta a situações aparentemente inofensivas, como a presença de um objeto e/ou som específico ou até mesmo mudanças mínimas no ambiente.

A importância de reconhecer sinais e buscar ajuda

Reconhecer os sinais de medo ou fobia é crucial para proporcionar o suporte adequado. Se o comportamento persistir, interfere nas atividades diárias ou impacta negativamente a qualidade de vida do pet, sendo necessária a intervenção profissional. Buscar orientação veterinária ou de especialistas em comportamento animal é vital para entender a origem do medo ou da fobia e implementar estratégias eficazes de manejo, como:

  • exposição gradual ao estímulo que causa medo;
  • associação de experiências positivas ao estímulo, recompensando o pet com carinho, petiscos ou brinquedos durante e após a exposição;
  • oferecimento de um espaço seguro e reconfortante para o animalzinho; 
  • transmissão de calma e tranquilidade ao interagir com o seu amiguinho durante situações de medo;
  • reforço dos comandos básicos, como “senta” e “fica”, para proporcionar ao pet sensação de controle em situações desconfortáveis; 

Entretanto, caso os sintomas persistam apesar das tentativas de exposição gradual e reforço positivo, pode ser um sinal de fobia, indicando a necessidade de intervenção profissional quando há:

  • agressividade excessiva;
  • isolamento prolongado;
  • impacto na qualidade de vida;
  • mudanças no comportamento geral;
  • histórico de traumas como abuso, é mais propenso a desenvolver fobias e pode precisar de um tratamento mais especializado.

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