A evolução dos celulares: dos “tijolões” aos dispositivos inteligentes atuais

Tempo de leitura: 4 min

Escrito por mateus
em dezembro 4, 2023

Entenda as quatro fases dos celulares aos smartphones

A história dos celulares é uma jornada incrível que testemunhou uma revolução tecnológica, a qual mudou a forma como a humanidade se relaciona com a tecnologia. Dos moto E22 até os iPhones, os smartphones são, hoje, uma ferramenta indispensável para trabalho, lazer e interação social.

No entanto, a evolução até os smartphones não foi algo fácil, vindo desde os “tijolões” até os dispositivos inteligentes que carregamos nos dias atuais. É incrível pensar que uma máquina que antes se resumia a fazer ligações e jogar alguns joguinhos, atualmente, transformou-se em algo mais moderno que muitos computadores.

Por isso, o texto de hoje vai mostrar a evolução dos celulares, que pode se dividir em quatro fases, descritas abaixo:

  • os “tijolões”;
  • a portabilidade;
  • os celulares “indestrutíveis” e com flip;
  • a revolução dos smartphones.

Os “tijolões”

Embora os celulares tenham se tornado populares a partir do final dos anos 1990, os primeiros modelos surgiram nas décadas de 1970 e 1980. No entanto, os aparelhos daquela época estavam longe de ser os dispositivos portáteis que temos hoje.

Na verdade, os primeiros celulares eram versões “móveis” dos grandes telefones fixos. Por isso, eles eram conhecidos como “tijolões”, devido ao seu tamanho e peso imponentes. De fato, apenas a bateria de um celular destes era maior do que a maioria dos smartphones que existem atualmente.

Um marco nesse período foi o lançamento do Motorola DynaTAC, em 1983, um dispositivo que pesava quase um quilo e tinha uma antena extensível. Limitadas as funcionalidades básicas de chamada, o DynaTAC representou o início de uma era móvel, ainda que de maneira bastante primitiva.

A portabilidade

À medida que a tecnologia avançava, a década de 1990 viu a transição para celulares mais compactos e portáteis. Esses aparelhos começavam a se parecer com os modelos de celular presentes no imaginário popular, com tamanho e peso suficiente para serem transportados na rua. 

Exemplares como o Nokia 8110 e o Motorola StarTAC marcaram essa fase, oferecendo uma alternativa mais leve e elegante aos “tijolões”. No entanto, eles ainda tinham restrições a fazer chamadas, com poucas funções extras.

As baterias de íon de lítio também desempenharam papel crucial, permitindo dispositivos mais finos e eficientes energeticamente. Foi a partir dessa fase que as baterias passaram a diminuir de tamanho e a serem mais eficientes.

Celulares “indestrutíveis” e com flip

O início dos anos 2000 marcou a ascensão das mensagens de texto e também dos celulares com múltiplas funções. Surgiram modelos como o Siemens A50 e o Nokia 3310 — que até hoje tem a fama de “indestrutível” dada a sua resistência e a durabilidade da bateria.

Esses aparelhos possuíam teclados funcionais que permitiam digitar letras, além de números, popularizando as mensagens de texto. Posteriormente, o mercado enxergou a necessidade de teclados físicos, o que fez surgir os celulares QWERTY, como o BlackBerry, tornando-os comuns entre os profissionais que precisavam se comunicar eficientemente por mensagens. 

Foi nessa era que surgiram os primeiros smartphones, como o BlackBerry 5810, que combinava funcionalidades de telefone e e-mail. Até o surgimento do iPhone, em 2007, o BlackBerry era o modelo favorito dos executivos e de pessoas com maior poder aquisitivo.

Ainda nos anos 2000, houve uma revolução no design dos celulares com o lançamento do Motorola Razr, em 2004, ícone dessa época. Seu formato proporcionou experiência de abertura e fechamento, adicionando um toque de estilo à funcionalidade. Mas ele também inovou ao trazer telas coloridas e câmeras integradas, expandindo as capacidades dos celulares além das simples chamadas.

A revolução dos smartphones

Por fim, a última fase dos celulares é aquela na qual o mundo vive hoje em dia, representando o verdadeiro ponto de virada na evolução dos celulares. Essa etapa começou com o lançamento do iPhone pela Apple, em 2007.

A empresa de Steve Jobs não foi pioneira no lançamento dos smartphones, mas ela redefiniu completamente a indústria. Com uma interface de toque intuitiva, uma loja de aplicativos robusta e recursos multimídia avançados, o iPhone definiu o padrão para os smartphones modernos.

Ele também contribuiu para acabar com dois grandes impérios no mercado de celulares: a Nokia e a BlackBerry. A partir do lançamento do iPhone, os smartphones viraram item obrigatório tanto para executivos quanto para a garotada que publica vídeos no TikTok.

Os smartphones também inauguraram a era dos aplicativos, que trouxe a revolução da internet para a palma da mão. A transição para a tecnologia 4G proporcionou velocidades de internet mais rápidas e confiáveis, permitindo uma experiência mais fluida ao usar aplicativos, navegar na web e transmitir conteúdo.

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